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PESSOAS EM (TRANS)FORMAÇÃO

Lifelong learning. Upskilling, cross-skilling, reskiling. Em inglês, como no jargão mais atual de mercado, ou em bom português, como preferimos (aprendizagem de vida inteira, ampliação, diversificação e renovação de competências), pode-se escolher.


A crescente compreensão de que a aprendizagem é um processo de vida inteira, parece ser um dos poucos consensos com os quais convivemos, hoje, nos mais variados ambientes, mundo afora – e nós nos alinhamos a ele.


Mais; como os termos acima também ilustram, não basta seguir aprendendo e nos aprimorando naquilo que já estudamos, naquilo em que nos formamos; estamos sendo diariamente demandados a adquirir novos conhecimentos e habilidades, por vezes distantes das nossas áreas originais de formação – de onde se origina a necessidade de (trans)formação que destacamos no título deste trabalho.


Além desses conhecimentos e habilidades técnicas, claro, nossa dimensão comportamental também está diariamente em cheque, em ambientes de trabalho cada vez mais diversos e, em especial, mais divididos entre gerações com entendimentos e expectativas às vezes muito díspares sobre ‘como as coisas devam funcionar’.


Necessidades e talentos formam, de fato, como afirmou Aristóteles[1], pontos de interseção que, uma vez identificados, tendem a nos ajudar de modo determinante na construção de nossa resposta àquele que talvez possa ser apontado como o mais relevante dos questionamentos de fundo que possamos nos fazer: Qual é o nosso propósito?


O adequado alinhamento entre o que fazemos e o propósito que nos move costuma representar, de fato, uma diferença do tipo ‘noite e dia’ em nossas vidas – sobretudo em momentos em que nem tudo sai ‘como deveria’ (ou que achamos que deveria). Já viveu isso? Conhece essa experiência? Provavelmente. Quem não a conhece, não é mesmo?


Em meio às profundas e aceleradas transformações que têm marcado os nossos tempos, estarmos atentos ao contexto e, diante disso, buscar em nós mesmos respostas que nos façam sentido nos representa um desafio constante.


Para isso, aprendermos a nos manter focados no momento presente, de modo consciente, é tarefa da qual não podemos abrir mão – e uma tarefa complexa, sem dúvida alguma, diante de todos os eventos que disputam nossa atenção, ‘n’ vezes ao dia.


É por meio desse ‘estar atento’, ao entorno e ao nosso interior, que poderemos definir e viabilizar os passos da nossa jornada, da forma que nos pareça a mais apropriada para cada situação – afinal, estamos falando de um processo, de algo dinâmico.


Em salas de aula, ao me apresentar, costumo dizer aos alunos que em cada uma das ‘caixinhas’ pelas quais passei, profissionalmente (Música, Direito, Magistério, Serviço Público, Organizações Privadas, Empresa Própria / Consultoria), tive a oportunidade de desenvolver aprendizados importantes e variados que, juntos, me ajudaram e me ajudam ainda, diariamente, a construir uma jornada que, penso eu, bem me representa.


Eu me vejo, nela – e isso, para mim, sempre foi algo de que procurei não abrir mão, ainda que isso tenha envolvido, por vezes, tomar decisões difíceis, que podem não parecer as mais ‘naturais’ ou as mais ‘seguras’. Não mesmo.


Nossa formação é uma responsabilidade nossa e não há história que não reflita, em alguma medida, seu autor. Histórias de vida são escritas no dia a dia, a partir de cada uma de nossas decisões. Estudar, aprender, compartilhar, construir: verbos de um valor imenso nessa construção. Como você os está conjugando, em seu dia a dia?

[1]Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam, aí está a sua vocação.”


Photo by Antenna on Unsplash


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